Archive | Senta, lá vem a história!

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Meus vizinhos usam ferradura!

Posted on 21 abril 2009 by Kika

Isso mesmo. Só pode ser. Nunca vi pessoas fazerem tanto barulho assim. É uma andança pela casa que não tem fim, Nem horário. E devem usar ferradura mesmo, porque o barulho é insuportável. Parece que estão andando em cima da minha cabeça.

E quando não estão andando, estão arrastando móveis de um lado para outro. Até pensei que talvez em vez de residência, o local seja uma loja de móveis, e ainda deve ser tão atolada de móveis que até para andar pela casa é preciso arrastá-los.

Qualquer dia vou gravar tudo isso e colocar para vocês ouvirem.

Certa vez, já deve fazer um ano mais ou menos, eles colocaram carpete de madeira e bem em cima do meu quarto a pessoa andava de lá para cá com sua ferradura. Como não sou de arranjar encrenca, deixei um bilhetinho super bem-educado (tem hífen ou não? Não sei…) dizendo que talvez eles não imaginassem que com a troca do carpete o barulho ficaria maior etc. etc. Bom, me deu a impressão de que houve uma reduzida. Mas eis que de uns meses para cá as coisas pioraram de maneira significativa. Ficou pior! E tem mais: pela casa inteira!!!

Hoje, por exemplo, feriadão, todo mundo quer ficar um pouco mais na cama (pelo menos eu queria…) e eis que bem em cima da minha cabeça, umas 8h45, lá vem o barulho. Passos para cá, passos para lá, e arrasta que arrasta. Ninguém merece…Nem vontade de ficar na cama dá. Isso que ontem à noite rolava o mesmo barulho.

Coitada da minha mãezinha que passa boa parte do dia em casa e aguenta isso tudo.

Vou ter que deixar outro bilhetinho para eles.

Bjkika

Obs.: enquanto escrevia, o barulho continuava…olha, que absurdo, o que será que eles fazem? Credo, agora caiu alguma coisa…

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Pra que correr? Correr pra quê?

Posted on 18 abril 2009 by Kika

Juro que tenho tentado. E tenho tentado há mais de um ano…Mas não consigo criar aquele “vício” que as pessoas têm pela corrida. Sim, até gosto, mas não me dá aquela coisa de “ah, tô precisando corer” da mesma forma que me dá “ah, tô precisando comer”…

Quanto me juntei a um grupo de treino há mais de um ano, minha primeira pergunta foi “é um grupo só de corrida? Por que se for, tô for a, odeio correr”. Acho que algumas vezes, quando falamos que odiamos tal coisa, é porque não sabemos fazer, no meu caso, nunca conseguia correr mais de 10 segundos sem perder o ar. Mas eis que comecei o treino e depois de um mês, uma das treinadoras me fala: “ah, dá só um trotezinho”, e eu sempre com uma restrição, já que para mim quem trota é cavalo, mas acabei sendo vencida e, ok, vamos tentar. Comecei aos pouquinhos e consigo hoje corer mais do que antes, mas não cheguei ao ponto desta necessidade viciante. Sim, fico até meio frustrada e tenho insistido pois já chegou naquele estágio que passa a ser superação. Sinto sim falta de fazer exercício, mas correr não me dá aquela sensação que muita gente tem, de acompanhar calendários de provas como se fosse vestibular, falar só sobre
corridas etc..

Eu queria mesmo entender isso, pois me parece até uma febre. Ando em qualquer lugar e vejo gente correndo. Parece que tá todo mundo fugindo de algo, ou como se correndo fossem conquistar mais espaço. Tem alguma coisa por trás disso, tenho até inveja, juro, adoraria descobrir qual é a sensação. Será que um dia chego lá? Se alguém tiver alguma dica, por favor….Bjkika.

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Mais você!

Posted on 13 abril 2009 by Kika

Em pleno feriado de sexta-feira, resolvo ligar a tv ao acordar e me deparo com Ana Maria Braga preparando um delicioso rocambole de bacalhau para a Páscoa. Incrível como eu adoro programa de culinária, mesmo entrando na cozinha muito que eventualmente para preparar, quando muito, um delicioso miojo.

Claro, fiquei prestando atenção, jurando que faria o tal prato, afinal, tava ficando bonito o negócio.

Primeiro que preparar um prato com uma ajudante ao seu lado, pronta para tudo: “Maria, me passe isso”, “Maria, coloque as claras aqui.”, “Maria, leve o prato para lá”…fica bem melhor, né? Puxa, Maria, vem me ajudar a preparar as mais diversas receitas que separei em meu caderninho…

Quase no final, Ana Maria informa o custo estimado do prato: por volta de R$ 13,00!!! Gente, ou estou ficando desinformada ou estou super estimando o preço das coisas. Será possível um rocambole do tamanho que era, para uma família inteira, ainda com bacalhau, por R$ 13,00?!? Puxa, se for, vou até vender!!!! Fico o dia inteiro na cozinha!!!

E para finalizar, dá-lhe Ana a passar prato pro Louro, Louro nem sei mais onde estava, só vi a mãozinha da Ana entregando o prato, vai pra lá, vem pra cá e eis que: “hummm, que delícia, nunca comi nada tão gostoso…”. Por alguns segundos refleti sobre isso: puxa, toda vez que assisto um programa de culinária ouço a mesma frase. Estou confusa, tudo que foi feito antes estava meia boca? E será que o que vai ser feito amanhã vai ficar mais gostoso ainda? Já sei, Kika, vai procurar o que fazer, vai. Que tal um rocambole de bacalhau? Só não sei onde vou comprar o dito cujo baratex desse jeito…

Bjkika

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Netgossiping

Posted on 06 abril 2009 by Kika

Netgossiping

Cruzes, que nome é esse? Será que existe?

Bom, na era do networking, sinto que rola muito um netgossiping, se me permitem esta variação no nome. Vá me dizer que não rola? E vá me dizer que não é gostoso? Ah, quem não gosta de saber um pouco como anda a vida das pessoas?

Muitas vezes é assim: nos empolgamos em encontrar com ex-colegas de trabalho (regra do networking: manter contato é  fundamental!), e o encontro segue um caminho do tipo:

- Vocês viram o que aconteceu com o Márcio? Foi mandado embora, está atrás de todo mundo para arranjar emprego blá blá blá blá blá blá blá blá….

- Gente, lembram da Tita? – largou o marido, foi promovida a diretora, justo ela que mais se encostava nos outros  blá blá blá blá blá…

- E a Silvinha, coitada? Foi chamada pela Webbles, está super bem, carro novo, mas essa merecia, hein?

Alguém reconhece esse tipo de situação? Eu já passei por várias, e confesso: muitas vezes até puxei assuntos parecidos. Por que será que fazemos isso? No fundo é porque o ser humano é curioso por natureza. E acho que sempre estamos à procura de situações semelhantes à da nossa vida para termos certeza de que somos normais, que todo mundo está sujeito a uma série de mudanças em nossas vidas profissionais, independentemente de competência, comprometimento e afins. Claro que é muito bom encontrarmos com os colegas para trocar experiências, conhecimento etc., mas que a coisa também toma um outro rumo, ah isso toma…Preciso refletir mais a respeito.

Bjkika!

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Brinco ou Brincadeira?

Posted on 02 abril 2009 by Kika

Quem já não teve o “prazer” de ter por perto alguém que já nasceu com brinco na orelha? Nã nã não, não estou falando daquele acessório de milhares de modelos e formatos que deixam nós, mulheres, com uma moldura especial no rosto. Estou falando daquelas pessoas que entram no trabalho com o telefone grudado na orelha e saem com ele ainda grudado. Resolvendo assuntos de trabalho? Nã nã não, batendo papo mesmo, enquanto estão todos ralando de tanto trabalhar, para mostrar produtividade, trazer novidades etc. etc. Todo mundo tem raiva disso ou sou só eu? Não tenho nada contra falar ao telefone para assuntos particulares, mas pelamordedeus, o tempo inteiro é demais, não? Não sei se podemos tratar isso como falta de respeito, descaso com os colegas, ou pura falta de fazer no trabalho. Difícil isso, não? Afinal, cada vez mais vemos pessoas atoladas de trabalho. E os brincos por aí espalhados nas mais diversas orelhas. É brincadeira?

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